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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Macarrão com brócolis e pimentões

Resolvi entrar na causa dos alimentos que são deixados de lado, desencorajados e banidos dos pratos, ao menos pelas pessoas nas quais convivo. Antes de saber que havia sido feito um filme baseado no livro, me vi rindo com a mania de Julie Powell implicar com os alimentos desde criança, em especial com o pobre Ovo sendo relatado no Julia & Julie. Para quem nem ouviu falar segue o trailer do filme:



Isso tudo porque já ouvi gente reclamando do pimentão, da abóbora, da azeitona, dos verdinhos, da ervilha, etc. Tá certo! Afinal o que seria da laranja se todo mundo só gostasse de limão? E por falar em laranja: Eu devo admitir que odeio pele de tomate, nata de leite ou gominhos de laranja. Quem teve a idéia desgraçada de colocar gominhos em suco de caixa? Não deve ser uma pessoa muito bacana...

Resolvi mostrar aqui pelo menos uma tentativa de salvar estes ingredientes do “exílio culinário” onde a melhor tática é jogá-los no fundo da gaveta de legumes e verduras da geladeira e cobrir com todo o resto das compras e só lembrar quando a gaveta vazia revela o coitado pra lá de morto...

Nº1: O danado do Pimentão…

Uma coisa que às vezes sinto falta do temperinho de mama é o danado do pimentão. Porém enquanto estava no nordeste nada me afligia mais que o tamanho em que os temperos eram cortados. Na boa, diversos lugares dos quais eu fui me atrever a comer peixe, ou frutos do mar, seria mais prático deixar os temperos inteiros, como 1 pimentão, 1 tomate e 1 cebola ali reunidos e inteiros e me olhando. Lembrei-me dos meus 6 anos de idade em que separava a comida toda no canto do prato e deixava 1 grão de arroz no centro para chamá-lo de refeição.

Há um tempo atrás vi esta receita de antipasto do
Vitor e achei engraçado ele falando da sujeira que fez para tirar a pele do pimentão que é a maior causa do desconforto ao digeri-lo. Semana passada, repeti o processo para fazer uma salada e não é que o pimentão ficou inacreditalmente doce? Nem me lembrei dele ao longo do dia!

Essa semana tentei outra técnica para despelar o pimentão. Coloquei sobre a grade do forno, já quente, e debaixo da grade, um tabuleiro para colher algum líquido que caisse. Retirei do forno depois de rodá-lo para que ficasse amarronzado por igual. Coloquei dentro de um saco plástico com vedante (é... Ziploc) por uns 15 minutos. A pele sai quase toda de uma vez; Abri os pimentões, tirei as sementes brancas e a parte esbranquiçada do interior do pimentão. Não lavei para não perder o sabor. E mesmo assim o sabor ficou suave perto do original porém não tão adocicado qdo se coloca direto na chama. A Salada ficou ótima!

Salada de macarrão com brocolis assado e pimentão:



1 maço de brócolis (devidamente higienizado e com as florzinhas com caule cortados no tamanho que consiga comer facilmente)

1 pimentão vermelho assado cortado em tirinhas

Azeite de oliva (eu usei 1/4 de xícara)

2 dentes de alho amassado

Sal, pimenta e oregano a gosto.

1 xic de massa crua (farfalle, fusilli, penne).

1c. sopa de suco de limão

1/4 xic de azeitona preta


Nozes picadas, amêndoas fatiadas (opcional)

Como a gente faz lá em casa:

Em um tabuleiro, coloque o alho amassado, o azeite, o sal, a pimenta e o óregano. Arrume o brócolis e o pimentão em cima da mistura do azeite e misture até que todos os pedaçoes estejam devidamente cobertos com o molho. Asse até o brócolis ficar com o verde vivo e de textura crocante.

Enquanto assa, cozinhe a massa de acordo com as instruções do fabricante. Escorra e salve meia-xícara da agua de cozimento caso o brocolis fique muito ressecado.

Misture a massa, a azeitona e as nozes aos vegetais, regue a agua do cozimento caso fique ressecado e sirva morna ou gelada, como preferir.

P.S>Não esqueci do Triffle não... É que meu estoque de creme de leite fresco foi por água abaixo...



terça-feira, 26 de maio de 2009

Sandubaaaaaaaa


Receitinha básica de sanduba, muito mas muito saborosa!

1 1/2 colher de sopa de azeite
Fatias fininhas da metade de uma cebola roxa
3 1/2 col. De sopa de vinagre
Folhas de rúcula
3/4 xic. de maionese
Fatias de pão integral, ou 12 grãos, ou o que preferir
Fatias finas de peito de peru defumado
3/4 xic, de gorgonzola amassadinho

Frite a cebola no azeite e antes de dourar e regue o vinagre para macerar a cebola. Quando estiver dourada e macia apague o fogo.
Junte o gorgonzola amassado e a maionese e reserve
Higienize as folhas de rúcula como preferir e depois seque bem.


Monte o sanduíche:


Toste o pão com ajuda de um grill, forno elétrico ou até mesmo uma torradeira.

Passe a pasta de gorgonzola nas duas fatias, arrume folhas de rúcula dos dois lados e em seguida a cebola e bastante peito de peru.
Bom apetite!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Receitinha fácil de avó

Eu fico tão feliz quando aproveito sobrinhas da geladeira! Dá uma sensação de eficiência, e o orçamento doméstico agradece.

Todo mundo já ouviu falar de arroz de forno, e cada um tem sua versão, a que o marido está acostumado é meio inusitada então resolvi fazer a que é bem comum na minha família e que já vi minhas avós, tias e a mami fazerem. Ótima para aquele período de festa entre Natal e Ano Novo porque sempre tem algum tipo de ave assada que sobra e fica lá esquecida no freezer ou na geladeira...

Como a gente faz lá em casa:

Frango, peru ou chester desfiado. Para 4 porções eu usei um peito de frango assado.
2 xícaras de arroz cozido (pode ser integral)
1 lata de milho
1/2 xíc. de azeitona
1/2 xíc. de ervilha (eu usei congelada, porém pode ser de lata)
1/2 xíc. de molho de tomate temperado
1 cubo de caldo de galinha
Queijo parmesão ralado na hora
farinha de rosca se necessário

Coloque em uma panela um fio de azeite, o frango desfiado, o milho, a azeitona e misture bem em fogo baixo. Adicione o molho de tomate e por último a ervilha congelada para que não cozinhe demais. Um pouco antes de desligar o fogo adicione o arroz já cozido, misture bem e apague. Coloque a mistura em um refratário com azeite, ou manteiga e por cima coloque o queijo parmesão e se a mistura ficar muito molhada, misture um pouco de farinha de rosca com o queijo para que depois de assado faça uma casquinha crocante por cima.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Comfort Food nº2

Não há nada mais reconfortante às vezes que um purê de batata de acompanhamento. Eu gosto tanto que para mim passa a ser prato principal.


Semana passada enquanto estava em casa me joguei no sofá e absorvi todos os programas de culinária que pude e revi Curtis Stone, um chef australiano boa pinta que aborda  mulheres geralmente casadas para preparar o jantar para ela e o marido na casa dela. E isso com o purê?

Bem, vamos as batatas... Ele, em um das dezenas de episódio que assisti preparou um purê com alho para acompanhar um peixe. Eu como tinha bastante batata em casa fiz. E vi que realmente fica muito saboroso...

Purê de batata do Curtis (adaptado):

6 batatas inglesas médias
2 dentes de alho
manteiga 
creme de leite 
sal a gosto

Cozinhe as batatas normalmente como se fosse fazer os eu purê. Em outra panela pequena coloque os dois dentes de alho descacados, adicione uma xicara de agua, e ferva e escorra. Faça isso outras duas vezes para que fique bem macio. Escorra a agua das batatas cozidas e passe pelo espremedor, ou como eu fiz, bata no processador com um pouco da agua do cozimento e os dentes de alho junto. Volte para a panela e coloque a manteiga e meia caixinha de creme de leite. Sirva com peixe, ou frango, ou coma puro, como eu fiz! Sabe a sensação de calmaria no estômago quentinho. Pois é exatamente disso que se trata...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ai, meus livros...

Meus amigos e familiares brincam (leia-se implicam) por conta da minha mania de livros... Tudo bem, tudo bem... Mas sempre foi assim. Eu tinha alguns livros quando criança que eu simplesmente não largava! Eram duas coleções: Uma falava como era criado/fabricado N coisas tipo: leite, mel, pão, lã, seda, vinho. Que gostoso lembrar disso agora! Eu amava as ilustrações... A outra coleção era sobre coisas que se opõem, como "O GRANDE e o pequeno", "O dia e a noite", "velho e o novo". As capas tinham aquelas figuras tridimensionais que dava impressão que mexiam de acordo com o movimento do livro, ficava viajando horas olhando aquilo...
Lembro-me que por volta dos meus 14 anos foi meu segundo momento marcante na literatura e daí em diante foi non stop. Comprei todos os livros publicados da Agatha Christie e aguardava ansiosamente como ninguém o dia de ir ao dentista pois no térreo do prédio tinha uma feirinha-sebo onde adquiri a maioria. Depois vieram livros de literatura brasileira e portuguesa na época da faculdade de Letras. Adorava também os grandes clássicos gregos como Platão e aquelas peças que fazem você sofrer com o desfecho eminente... Essa época era média de 100 livros por ano. A viagem até a faculdade era longa e o dia lá também...
Depois desta tentativa de faculdade (penso em termina-la) fui para a de Design e comecei a comprar livros sobre o belo e me preocupar com a acessibilidade e usabilidade das coisas... estes me acompanham até hoje.
Hoje tenho uma estante bem recheada de livros de culinária em uma coleção inacabada para desespero do marido... Sim porque todos os meus livros me acompanha-me e não me desfaço de nenhum. Estão todos catalogados aqui dentro da minha "nem tão fresca cuca".
Essa dissecação da minha vida literária foi para destacar que a grande surpresa desta última são três livrinhos que ninguém escolhe de primeira quando chega aqui em casa por não serem ilustrados, pequenos e não muito curiosos nos seus designs porém sempre que penso em presente para as meninas, escolho eles. A Gabi já ganhou o seu. Eu simplesmente amo os livros da Tiça Magalhães. Gente, é infálivel. Tá certo, vocês vão falar "mas vc gosta de cozinhar". OK, admito, mas vai dizer que você não gostaria de comer uma comidinha com cara de restaurante, feita por vc, e o melhor, na maioria das vezes light?

Receitinha básica, baixo-custo e saborosa de tão simples... Aqui em casa foi 100% de aprovação.


Suflê de Goiabada com calda de requeijão da Tiça Magalhães:

2 xíc de goiabada picada (400g a 500g)
100 ml de água
  • Ferver até virar uma geléia
5 claras em neve
  • Misture a geléia completamente fria com as claras em neve (adicionando as claras em três partes pois assim o suflê fica mais aerado e cresce mais)e leve ao forno pré-aquecido por 10 minutos. OU então até dourar.
Para a calda:

1 copo de requeijão
1 caixinha de creme de leite
  • Misturar e levar ao fogo até começar fervura. Servir em cima do suflê.

Seguem as fotos da ocasião:

A VÍTIMA PRESTES A SER DEVORADA




CUNHADO OBSERVANDO DE PERTO...