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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Comida que é bom nada né?

Gente antes de tudo desculpa ta? A ultima receita que postei (para ninguém, diga-se de passagem) foi há quase dois meses. Motivos pelo menos para mim não faltaram...

Cansaço...
Trabalho no escritório frenético incluindo viagem
Mudanças no trabalho, incluindo no time
Presente de aniversário de casamento... Peraí! Vc deve se perguntar o que o presente deve ter com as calças... Isso não seria uma boa desculpa se o tal do presente não fosse um Wii! Quem me conhece desde criança sabe que graças ao meu pai sou viciada em videogames. Minha irmã bem sabe coitada.
E por último porém não menos importante o calor... Não da para ficar na cozinha com o calor que anda fazendo nesta cidade...

Porém esta semana ganhei duas armas de grande valia e me fizeram lembrar como é legal e tenho quase certeza de que isso é o que eu quero para mim porém não tive a falsa impressão de que será fácil nem de que sei muito. Penei para usar facas e bater gemas com açúcar sem a minha amiga kitchenaid. Meus posts de retorno à cozinha serão triunfais. Voltei a boca do fogão nada mais nada menos que na cozinha com Roberta Sudbrack. Sim a chef do ano!

Pretendo colocar em pratica algumas das receitas que aprendi lá a partir de amanhã... Veremos...

E a segunda arma em punho, ou melhor na ponta dos dedos, é esta que uso para vos falar. Meu maridão comprou uma maquininha linda para o seu trabalho e eu poder ajudá-lo e de rebarba não preciso ficar mais no calor com meu Mac para pensar em textos deliciosos. Posso fazer do aconchego da minha cama. Phoebe agradece!

Espero amanhã estar volta ao blog. Se o freela, a cozinha e o Mario Galaxy deixarem. Ah, além disso tudo estou lendo Eclipse pela terceira vez, porque eu também sou menina!

Bacci mille!
Luca

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Segunda no parque


Fotos de Hoje no Jardim Botânico com a exposição "Orquídeas na Primavera". Fui lá adotar novas filhinhas já que as antigas, Deus as tenha!

Para homenagear as antigas, voltamos com Ephigenia, Ursula, Isadora e Carlota. As babe-orquideas são Amelie e Aimee.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Julie e Julia

Depois de alguns meses, terminei de ler Julie & Julia. Alguns meses porque tenho aquela mania de começar N leituras paralelas, mais os livros de culinária que sempre são novos todos os meses, e mais as revistas de culinária que disseco, torço, até a última receitinha que estava em um anúncio que passou despercebido.

Acelerei a leitura do livro porque queria terminar de ler antes de lançarem o filme aqui no Brasil. O que achei? Achei que a coisa engata só no final. Li uma porção de resenhas na internet sobre o filme e que no final acabam-se confundindo com resenhas do livro.

Não é meu livro favorito, não vou mantê-lo na estante e se ninguém se interessar em pegar emprestado, vai acabar parando no “Trocando Livros” em breve . Quem rouba a cena é o Eric, marido da escritora que veio com a idéia do blog e que me lembra meu próprio marido: Simpático, prestativo, maior motivador dos meus pequenos projetos e sempre assustado com meus surtos psicóticos na cozinha ou fora dela. Alguém sacou o que Julie & Julia fez comigo?

A autora era uma secretária, beirando os 30, desmotivada e procurando algum sentido pra vida dela. Estava de saco cheio do trabalho e resolveu ter um projeto pelo menos de 1 ano e expressa-lo através do blog. Estressada, gordinha boca suja, sincera com seus feitos na cozinha (dando certo ou não) e preguiçosa na escrita, sim, porque o livro não se tornará nenhum clássico da literatura inglesa em 100 anos, ela me fez ver que provavelmente por aí, tem mais mulheres como eu e nem fazia idéia. A única coisa que me irrita profundamente é ela mesmo admitir que não é muito limpinha e não fazer nada a respeito. Iuc!

No final eu fico fã do Eric e ainda termino a leitura achando que há uma esperança, pois ela vira uma escritora e para quem, como eu, não conhecia a Julia Child (a Ofélia americana), vê que nunca é tarde. Julia ingressou no Cordon Bleu aos 37. Foi mais longe, casou-se e mudou-se para Paris não muito antes disso. A culinária, diferente da carreira de modelo, ou jogador de futebol, não conta quantos anos se passaram para você, e sim o trabalho em conjunto entre você, as ferramentas e a combinação de ingredientes que são capazes de te motivar um ano, e até mesmo com alguma horas de esforço, fazer as pessoas felizes com uma boa refeição.

Como Julia Child terminava o programa na tv: Bon Appetit!

Obs.: Não gosto de miolo, nem de rins, nem de carnes exóticas e não sou americana então por isso mesmo acho que Mastering The Art of French Cooking 1 e 2 definitivamente não entrarão na minha estante, mas com certeza vou ao cinema sim…


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O dia em que Rachel vai para cozinha...

Que eu sou apaixonada por Friends todo mundo sabe. O nome da Phoebe é Phoebe por causa da Phoebe!!! Para mim ela é a Amiga mais legal de todas... Semana passada com a suspeita da gripe dos porquinhos e muita chuva, não havia nada mais acolhedor que meu sofa com minha coberta e Friends.

Essa série na minha opinião algum dia vai se tornar um clássico, tipo I love Lucy, Os 3 patetas e A feiticeira.

Amo os seis como se fossem meus amigos e lembro que noite de terça-feira chegava correndo da Uff para ver os episódios que eram naquela época inéditos, tsc, tsc... O que mais me impressiona na série é porque as coisas que acontecem pelo menos na minha vida, me remetem a algum episódio ou até mesmo um pedacinho dele. Sempre fiquei de olho nas batedeiras da Monica (kitchenaids), e a última lembrança são os tais dos triffles.

Já peguei diversas receitas de Triffles (sobremesas que lembram pavê, só que ao invés de biscoitos geralmente são fatias de bolo intercaladas) e estou determinada a testar uma delas este final de semana. Só que sempre que penso na danada da sobremesa lembro desse episódio do Dia de Ação de Graças (que com eles todo ano dá errado) em que a Rachel decide fazer o tal do triffle.

Pena que não tem legenda...



Para quem não pescou: Ela faz uma camada de ladyfingers (biscoito champanhe), geléia, creme, bife com cebola e ervilha, mais bolo, creme, banana e chantily. Disse que a receita pareceu esquisita mas como é um "English triffle" e os ingleses são meio esquisitos daria certo. Só que o Ross vê que as folhas estavam coladas! Era a receita da sobremesa e de uma torta de carne em seguida...

Vou testar esse fds e espero que seja mais bem sucedida!

Friends para sempre...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Gente,

Desculpe o intervalo entre posts, mas é que minha vida andou uma correria só, no último mês.

Mudei-me mais uma vez, e voltei para Copa, meu bairro querido. Com isso ganho de volta 3h da minha vida por dia, não corro do meu chefe às 4:30 com medo de não chegar em casa no mesmo dia, nem de passar em meio a relâmpagos no elevado do Joá. Deus sabe como tenho pânico de relâmpagos...

Da Barra, só ficaram lembranças boas, o pôr-do-sol lilás e a vista... Ah, a vista era algo singular... Mesmo entre os prédios eu conseguia ver da cozinha, a espuma branca das ondas, que para mim eram gigantescas, que quebravam próximas à orla. Melhor que qualquer calmante a vista era um santo remédio para dias depois do trabalho em horário de verão. A Barra no final de semana com certeza é o melhor lugar para se morar.

Phoebe está perdida e realmente depois da segunda mudança, entendo a expressão “Mais perdido que cachorro em dia de mudança”. Mesmo já há uma semana na sua nova residência, a “cãozinha” (aiii sei q está errado, mas eu a chamo assim) está latindo mais do que o normal, qdo chegamos a casa ela chora mais que o normal e fez greve de beijo. Não lambe ninguém e vc que se sente para esperar! Abraço só na mãe aqui... Sim, porque schnauzer abraça!

Se já estreei o fogão? Só para coisas básicas, além disso, só me atrevi a fazer o bolo de tangerina que vi no site da Ana Elisa porque eu tinha algumas em casa. Ficou bom, e teria ficado ótimo se não tivesse deixado um cadinho demais no forno. Mistura rica de amêndoa com tangerina e nossa é muito, mas muito fofo. Como ela fala: "Ótima opção de receita sem farinha"

Espero que vocês entendam o apagão de posts, mas em breve estarei de férias e experimentando coisas novas... Mando fotos!

Beijos
Lu

domingo, 4 de janeiro de 2009

Papai Noel trouxe a casa da Barbie


O ajudante do Papai Noel deixou aqui em casa hoje... Não é linda???


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Pés descalços na areia e pensamento é atração

Estava conversando com uma amiga no trabalho que pouco nos vemos mas sempre que encontro tem algo legal para falar que eu guardo para posteridade. Com a proximidade do fim de ano, ou melhor da virada, porque o ano já terminou, ela me fez pensar em algo bacaninha. Estávamos falando sobre o Reveillon passado e de como o astral de ir a praia de Copacabana é legal. A primeira vez que fui, estávamos apenas as mulheres da família e sentamos na areia depois de uma longa jornada para chegar até lá. No nosso lado tinha dois figuras que provavelmente não sabiam mais seus nomes porém estavam numa felicidade contagiante. Pelo que parecia a jornada deles havia sido mais longa pois tinham o sotaque de alguma terrinha arretada , sacolas pesadas e estavam de jeans... Eu sei que lá pelas tantas todo mundo se abraçava e o cara que tinha passado cavando, a maior parte do tempo em que eu estava ali, depois da meia noite resolveu enfiar a cabeça no buraco e jogar areia para o alto como um cachorro labrador feliz na praia... Minha mãe e minha avó desconfiadas, acharam a "saída pela esquerda" mas com um riso legal nos rostos. Eu tinha algo em torno dos 12 anos.
Depois [intervalo] de muitos anos, completamente apaixonada estava eu, primeiro reveillon junto com aquele que me acompanharia até hoje, ainda na fase "uma piscadela, uma surpresa, um sorriso", fui para o Leblon. Não seria a mesma coisa que Copa... Organizaram uma ceia na casa dele e decididos fomos nós, um grupinho de 30 pessoas de ônibus tentar chegar em Copa antes da virada. Desistimos no meio do caminho e caminhamos até a praia em tempo. Gostoso demais! Acho que foi o melhor de todos os anos. E foi por isso que este texto começou: Na conversa de hoje, ela mencionou algo que me fez querer cancelar todos os planos para o Reveillon deste ano. As pessoas caminhando em uma só direção desejando sempre que o próximo seja o melhor, ao lado e de mãos dadas com as pessoas que ama (ou parte delas, são tantas). Beijar aquele que um dia seria meu marido, naquele momento de reflexões e pensamentos positivos há cinco anos atrás foi realmente algo memorável, mas melhor ainda é ter a certeza de que ele estará nos outros dias ao longo de outro ano que será mais brilhante que o que passou.
Este texto é para a D Morito que me fez querer pular sete ondinhas da felicidade e para o marido que ensina o que é ser a felicidade em pessoa. Desejo a todos o melhor ano de suas vidas!

Luca

domingo, 12 de outubro de 2008

O coração a gente não entende, nem ninguém consegue explicar

Este site existe há um ano exato. Ele vivia quietinho dentro de mim. Durante este ano as coisas mudaram. Eu mudei. Não sou mais a noiva neurótica que precisa desabafar. Sou esposa de alguém que é um doce que não gosta de doce. Só muda de idéia, quando se encontra em frente a um pote haagen daaz.
Ele na verdade vai ser o tema central dos meus posts muitas vezes porque ele é o centro do meu universo culinário e meu primeiro crítico. Acho que em 5 anos só errei feio duas vezes: A primeira, quando fui fazer um estrogonofe e deixei a carne cozinhando enquanto estava no chuveiro. Primeira refeição tentando impressionar e queimo a comida... A segunda, foi quando resolvi fazer macarrão na pressão. Ƒiquei realmente desconfiada com a mudança no processo, e ainda bem que não havia nenhum italiano próximo que pudesse presenciar a cena e me excomungar. Enfim, o Fa é tudo...
Mas o texto de hoje não é sobre ele (acabei voando para pertinho do marido). O post de hoje é saber porque que depois de um ano inteirinho sentada na idéia do blog, ele continua aqui martelando. E é algo inquietante. Pensei, pensei e era óbvio, algo que não poderia ser mais simples. A resposta está na hereditariedade. Sim! Tudo começou na D. Zezé, é claro!!! Só poderia ser ela. Dona Zezé sofre do coração grande... Disse à ela que isso um dia vai fazer ela ser uma estrelinha... Ela foi o início. Desde pequena na sua casa, era ela quem me deixava fazer lambanças com comida de verdade enquanto meus pais não chegavam do trabalho. Era ela, que provava todas as tentativas frustradas que inventava na cozinha e me deixou mexer no fogão primeiro. Me ensina até hoje a nossa bem falada cozinha nordestina, porém eu não consigo aprovar todas as coisas vindas de lá. Quando era adolescente, eu e Verônica, fazíamos o nosso revezamento de quitutes enquanto fofocávamos na cozinha da vó Zé. Sim, ela é a avó que todo mundo ama pó ter um coração grande.
Dela, vieram quatro, que se viram muito bem quando o assunto é alimentar. O último a ser revelado, foi o Arruda. De uns anos para cá o cara só dá dentro. Começou com o churras de fds e agora faz mesmo e ainda inventa. Sim, porque nessa família se inventa demais.
Minha mãe e meu outro tio, ahhhhhhhh, esses são macacos velhos na hora de assumir o controle das bocas. Devo admitir que sou suspeita porque geralmente comida ou de pai ou de mãe ou afortunado como eu de ambos sempre é a melhor para gente.
Hoje peguei o meu quinhão, faço parte dos voluntários que ajudam nas refeições familiares e conversava mais cedo com a Zirmã que a hora dela vai chegar. Nada melhor para estrear este blog que família é a eles que devo agradecer algo que esquentou, amornou e cozinhou e está saindo quentinho do forno para vocês que já conhece as personagens.
Luca